No blog, as primeiras postagens estão láá embaixo, leiam de baixo para cima que é a ordem certa (^-^)

Vozes da Cidade

Olá,

Nesta pesquisa entrevistamos moradores da Vila Matilde para fazer um resgate da memória. Inicialmente, a Praça da Toco era chamada de Praça da Conquista. Localizada na Vila Matilde, a praça resiste desde a inauguração da estação de trem em 1921. Sendo a região, majoritariamente chácaras e fazendas de café, até a construção da estação tinha apenas uma estrada para conectar com o centro de São Paulo e com o bairro da Penha.

Em 1979, o bairro contava com pouca estrutura, bailes ocorriam nas ruas, então um grupo de jovens que organizavam as reuniões construíram um salão de festas chamado de Toco, localizado na Praça da Conquista, no antigo prédio do Cine São João. E durante muitos anos o salão recebia mais de 4 mil pessoas por noite aos finais de semana. Com a lotação da casa, muitos jovens se concentravam na praça, passando então a ser chamada de Praça da Toco.

O local não era apenas movimentado a durante a noite, pela manhã a comunidade fazia uso para jogar dominós, por exemplo. Em 1997, as discotecas já não faziam tanto sucesso, a cidade havia se expandido, concorrência fora criada, então o salão decidiu pelo fechamento.

Atualmente quando se fala da Praça da Conquista as pessoas não reconhecem, mas ao falarmos Praça da Toco imediatamente temos uma reação, inclusive de pessoas que não são moradoras do bairro Vila Matilde.

Abaixo temos as entrevistas, aproveitem!


https://youtu.be/r68sSlQfNi4

Então...

Concluímos que a atividade desenvolve a criticidade, dando mais visibilidade as vozes periféricas e das minorias, fazendo essa interligação entre: texto, poética e até mesmo a música; Movimentos que se fundem ao mesmo tempo no tema, e no objetivo proposto, através de formas artísticas, podendo deslocar o aluno de sua posição de conforto, fazendo-o refletir intencionalmente sobre (gêneros e tipos) textuais, distantes e desconhecidos de sua linguagem e leitura situacional.

Essa reflexão através dos diferentes movimentos, vem com uma grande necessidade de trazer pautas e temas debatidos em sociedade, por meio de tantos aspectos discursivos, tantas vozes e informações é importante para um caráter crítico dos alunos.

Sendo assim percebemos que trazer algo mais contemporâneo e atual, faz a interligação com os textos do passado, por meio de debates primeiramente sondando as informações já pré-estabelecidas pelos alunos em sala de aula, e depois coletando as informações internas que já possuem, e o que entendem referente o assunto, após dando um panorama histórico e social. Desenvolvendo atitudes críticos-reflexivas.

Uma aula 📋

1 Começaremos abrindo a aula com uma discussão, fazendo as perguntas do exercício 1, só então explique que se chama de Literatura Engajada a literatura que tem compromisso ideológico/político-social. 

2 Então pergunte se conhecem a música “Boa Esperança” do Emicida, peça para escutarem-na prestando atenção a temática. Após ouvirem, pergunte sobre o que ela fala? Ela conta alguma história? Denuncia algo? O que ela denuncia? São assuntos relevantes a época?

3 Agora peça um voluntário para ler o poema em voz alta, explique o contexto da época sendo o poema escrito em São Paulo em 1870, o Brasil já independente por cerca de 50 anos, o tráfico de escravos da África proibido há 20 anos por pressão europeia. Resultando em falta de escravos para manter as fazendas de café, a transição para o fim da escravidão no Brasil ocorreu pelo quesito econômico internacional, e não por vontade do império em dar melhores condições de vida ao escravo.

Neste contexto encontra-se Castro Alves, nascido na Bahia, frequenta a faculdade de direito e partilha do ideal abolicionista presente na época. Faz parte da escola literária nomeada Romantismo, em sua terceira geração, conhecida como Geração Condoreira que defendia a liberdade, o abolicionismo, procurando retratar a realidade social, negava o amor platônico e fazia uso do erótico em suas escritas.

O Navio Negreiro é uma poesia dividida em 6 partes, a parte IV é a que analisaremos. Vocês conseguem me dizer onde se passa a cena descrita no poema? É um local limpo, organizado e vazio? Então é um navio, sujo e com diversas pessoas.

4 Há trechos desse poema que retratam a “música” e “dança”, quais são? O que ele denuncia? Ao ler o último parágrafo, que tipo de imagem vem a mente?  Então tanto a música quanto o poema fazem uma denúncia social, qual delas vocês estão mais acostumados a ver, ler ou ouvir? O poema dispõe de algum tipo de organização (métrica, rimas)? E a música? Qual delas tem uma linguagem mais fácil, atualmente?

5 Pra diminuir esse problema, vamos à letra C tratar dos significados de algumas palavras do poema (fazer essa parte sempre perguntando se pelo contexto eles conseguem entender). E então dê tempopara responderem as outras questões individualmente.

Esperamos que tenham gostado! 

Olá!

 Voltamos aqui e agora com a apresentação de uma aula sobre o Navio Negreiro IV.

Baseada no material didático do “Aprender Sempre”, desenvolvida pelo currículo paulista, destinado ao 3° ano do Ensino Médio. Após análises desse material, foi escolhida a “Sequências de Atividade 3”, aula 2 “Primeiras Impressões!” (páginas 32 a 35).

Caso queiram, o livro está disponível ao público, pelo governo do estado de SP, em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2020/12/EM-3ª-série-Aluna.pdf

Até 👋

Conclusão

💭Como este assunto depende de vários exemplos, para concluir, disponibilizamos o link da pesquisa em sua íntegra, no link abaixo:

https://drive.google.com/file/d/1XBcOmUC0mETnKE3y31wXud_GMqhG558k/view?usp=sharing  

Beijos 😚 

Desinências de MT e PN

Mais uma vez estamos aqui para falar de morfemas 👏👏

Dessa vez no verbo, precisamente no presente do indicativo. Vocês já pararam pra analisar algumas capas de jornais? Nós fizemos isso e percebemos uma predominância no uso da 3ª pessoa do singular.

Este tempo verbal é usado em situações que a ação ocorre no momento da fala, então os jornais procuram sempre usá-los para dar uma ar de atualidade e imediatismo.

Por meio de análise mórfica percebemos que a 3ª pessoa do singular, no presente do indicativo, não conta com desinência de modo-tempo nem de número-pessoa. Sendo o único tempo do indicativo com essa característica. Interessante, né? 😮

Indicador de Plural

 Em língua portuguesa, como sabemos o que indica plural?

Bem, na maioria das vezes pelo uso do -s no final das palavras como "casa-s, parede-s", mas também sabemos que há outras formas um pouco diferentes como "lençó-is, mulher-es", essa variação de -s para -es ou -is é chamada de alomorfia no indicador do plural.

Espera um pouco, só isso? Não, há também as palavras como "lápis", esse -s indica plural? NÃÃÃO. Para indicar plural em palavras terminadas em -s ou -x dependemos de morfemas latentes (que?) são os artigos que antecedem ou palavras que sucedem, fora da palavra em si.

Os lápis → lápis está no plural pois deve concordar com o artigo que antecede

Lápis pretos → lápis está no plural  pois deve concordar com a palavra que o sucede

Nós analisamos a carta de Pero Vaz de Caminha para o rei, e nela o uso do plural é usado para segregar, como se os portugueses fossem de alguma forma mais humanos do que os índios 😳😡 

Apresentação 💬

Agora é a hora de falar de gramática, nas escolas é, pelo senso comum, entendida como chata, aquela matéria cheia de regras 😫

Mas sabemos que ao usar de forma correta, na fala, dá status ao orador 🔝

Então resolvemos analisar alguns aspectos da gramática portuguesa:

O que indica plural? 😵

E o que indica pessoa, número, modo e tempo nos verbos do presente do indicativo? 😵

Seja bem vindo, e boa viagem na 👻 gramática 👻

Conclusão


Apresentadas as teorias da literatura de cordel (em Portugal e no Brasil) e da tecnologia na educação, desenvolvemos um plano de aula que uniu ambas. Este trabalho nos forneceu conhecimento amplo sobre a história do cordel em Portugal e no Brasil, aproximou-nos das diretrizes do MEC com relação ao cordel e a tecnologia em sala de aula e nos forneceu prática para o desenvolvimento de planos de aula detalhados, enriquecendo-nos como futuros profissionais da área da educação.
Abaixo segue o projeto completo:
https://drive.google.com/open?id=1BpkHt3E4MQMtcnhtmmKneTVDWaxaRlpt

Atividades

💬 Finalmente chegamos na  parte desse projeto que desenvolvemos uma atividade, assistam no vídeo abaixo:


Tecnologia na educação

📖Esse é um assunto que vem sendo discutido, o MEC, já tem tomado providências quanto a isso, criando leis como a de "Política de Inovação Educação Conectada", incluindo a tecnologia na sala de aula.
📱Há certos medos né? Como toda mudança, o receio do afastamento entre aluno e professor, mas a necessidade de educar como os alunos devem usar a tenologia a seu favor tem de ser abordada.
💭Por isso os professores recebem treinamento, há reflexão de até que ponto a estrutura brasileira pode se modificar e até que ponto a desigualdade social está preparada para levar essa acessibilidade a todo corpo estudantil.
❓ Mas por que falamos disso enquanto falávamos de Cordel? Oras, nós já vimos que o cordel tem como objetivo retratar a realidade do autor, então nada como inclusão digital para todos poderem se expressar da melhor maneira possível!

E as ramificações?

Bem, o cordel tinha traços da oralidade, por isso tornava muito fácil sua leitura por iletrados 😲
Entre suas formas, ele conta com a cantoria em forma de diálogo que era feita por dois poetas que se alternavam, dizendo cada um deles um ou mais versos, por isso o cordel foi associado ao improviso 👈, e pode ser a associado de diversos tipos musicais como o rap, o hip hop, entre outros. 🔊
Legal né?!

Sua forma e desenvolvimento

Os primeiros cordéis que se tem registro, datam do século XVI e se estendem até hoje.
Então é difícil falar que ele teve um tempo que o influenciou mais 😮
Mas falamos sim, do ápice da literatura de cordel no Brasil, que foi ali nas décadas de 40 e 50.
Nessa época ele já tinha formas (folhetos, sextilhas, gravuras), era impresso (tinha até catálogos) e falava muito da vida e do folclore nordestino.
Mas e o cordel português, sumiu? Que nada! Muito pelo contrário, ele vivia dentro da memória das pessoas, que se lembravam deles recitados ou escritos para algum amor. 💘

A visão sobre o cordel

Na última publicação, você imaginaram como era ver a venda dos primeiros cordéis, provavelmente imaginaram algo bonito e atrativo, mas a verdade é que o cordel era muito mal visto pelas elites em seus primórdios 😒
Uma das razões que o caracterizou como movimento das classes baixas 👊
E vocês acham que isso era ruim? Era nada!!
O cordel português foi assim durante muito tempo, e ganhou muito espaço e mercado 💹

Sempre chamamos de Cordel?

Vamos lá!
Por qual nome você conhece o cordel?
Literatura de cordel? Cordel nordestino? Literatura nordestina?
Até para os teóricos, ocorre essa discussão, uma das linhas teóricas chega a dizer "cordel não é literatura", radical né? 😱
Mas a linha mais aceita até os dias de hoje, século XXI, diz que o cordel começou sem forma fixa, apenas sua forma física era identificável pois eram obras que eram penduradas, para exposição e venda, em folhetos distendidos entre dois suportes, presos por pregos ou alfinetes, em paredes de madeira ou na rua, podendo também pender dos braços ou da cintura de vendedores ambulantes. Devia ser bonito de se ver não acham?! 💭📜

Apresentação

Como estudantes de Licenciatura em Letras da UNIP
decidimos criar este blog para postar algumas atividades interativas e expor algumas coisas sobre a literatura de cordel 📁

Apresentação

Meu nome é Nathalie V. Marques, curso 2º semestre de Letras – UNIP
Amo o mundo literário, artístico e dos pets.
E o meu conto é Argumento de Venda



O tempo é muito lento para os que esperam.
Muito rápido para os que tem medo.
Muito longo para os que lamentam.
Muito curto para os que festejam.
Mas para os que amam, o tempo é eterno.
William Shakespeare

Diário de Leitura 📚12/09/2019📚

Conto: Argumento de Venda
Autor: Philip K. Dick
Philip K. Dick foi um escritor norte americano, (Chicago - 16 de Dezembro - 02 de Março de 1982 - Santa Ana). PKD como o autor é conhecido era fascinado pelo gênero ficção científica e distopia, publicando 44 livros e 121 contos. O autor é conhecido também pelas adaptações cinematográficas como Blade Runner e Total Recall, entre outros.
O livro Sonhos Elétricos é uma antologia de contos do autor composta por dez contos selecionados pela Editora Aleph. O conto “Argumento de Venda” no qual estarei fazendo o diário de leitura foi escrito para a revista Futute Science Fiction em 1954, trata-se de uma distopia, de uma realidade não tão distante da nossa, em que a tecnologia já é bem avançada, no qual é possível a locomoção entre planetas do sistema solar com naves particulares que voam a quilômetros de distância em pouquíssimo tempo. Em alguns momentos senti uma influência de outra distopia que li recentemente chamada Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, que foi escrita em 1931 pouco antes do conto de PKD, no qual o autor imagina uma sociedade idealizada onde todos estão "satisfeitos" com suas vidas e posições na sociedade, exceto um personagem que se revolta contra aquela sociedade, pois enxerga que o mundo em que vive não é tão justo assim, e se revolta pelo que lhe é imposto pelos grandes líderes desta sociedade.
Em Argumento de Venda o autor narra uma parte da vida de Ed Morris e sua esposa Sally, o casal não possuem filhos, e Ed anda desgostoso com a vida que leva, com a sociedade supérflua em que vive, ele se sente constrangido com as propagandas extremamente invasivas que aparecem em tempo real em sua frente, uma clara crítica do autor ao capitalismo, o que me faz lembrar o excesso de propagandas que recebemos em nossos smartphones, são centenas de marcas que nos influenciam a todo o momento a comprar produtos que irão nos satisfazer sendo que na realidade não precisamos desses produtos, o que as marcas vendem na verdade é a visão de que sem aqueles produtos ofertados não fazemos parte da sociedade, e aqueles que tentam viver fora desse sistema capitalista e de consumo em excesso é visto como um louco. Assim como Ed busca fugir daquele meio exaustivo e sem valor, ele busca uma mudança de galáxia, numa galáxia onde é possível viver como humanos que éramos no século XX, porém Sally, sua esposa, está satisfeita com sua vida e com tudo que a cerca, com as facilidades da vida moderna e acha a ideia do marido absurda.
Ao se preparem para sair em comemoração do aniversário de Ed, ele compartilha com a esposa seu desejo de ir para Proxima Centauri, porém Sally esta tão satisfeita que apenas consegue pensar em que roupa usar, como seu vestiplástico, um vestido futurístico que muda de translúcido a transparente de acordo com a distância em que é visto.
Sally, me parece aquelas pessoas que aceitam tão bem o que a sociedade ou o capitalismo impõe como condição humana, sem questionamentos do que é realmente necessário para nossas vidas, do que verdadeiramente nos satisfaz e enxerga Ed como um psicossomático por pensar diferente, por ele não se alegrar com o mundo moderno em que vivem, apenas por ser questionador ele é tido como um louco.

Diário de Leitura 📚13/09/2019📚

No dia do aniversário de Ed, eles recebem uma visita inesperada de um robô. Este robô tem uma aparência imponente, é alto, forte, no qual causou bastante estranheza a Ed, na verdade ele ficou apavorado por aquela aparência, e como que anestesiado permitiu a entrada do robô.
Essa figura irá se auto promover, um aicad (Androide Independente Completamente Automático Doméstico), um robô doméstico programado para fazer as tarefas diárias de uma dona de casa e servirá como companhia do lar, robô esse que se diz essencial para os lares modernos. Sally logo fica entusiasmada, porém, Ed não se interessa pelo aicad, e se recusa a compra-lo, tendo em vista não precisar de seus serviços, no entanto o aicad irá simplesmente argumentar até que Ed seja persuadido a compra-lo. O robô irá dar demonstrações do que é capaz de fazer, e seus atos chegam a ser aterrorizantes, como a destruição de uma mesa ou ao abrir um buraco no chão de 1,5 metro de diâmetro, ele simplesmente irá destruir a casa, o que causará um pavor em Ed e Sally.
O robô me lembra muito os vendedores de telemarketing, principalmente de linha telefônica, que tentam a todo custo lhe vender seus produtos. A fala e o linguajar desses profissionais são robotizadas e programadas para atender a todas as ligações de forma padronizada, parecendo literalmente um robô que não aceita um não como resposta, sem antes o cliente ter argumentar de forma categórica a recusa da oferta.
Porém as demonstrações do aicad são muito mais invasivas do que simples argumentações, ele foi programado para provar a todo custo de que o cliente escolhido tem de aceita-lo, ele não reconhece a negativa de seu cliente.

Diário de Leitura 📚14/09/2019📚

Morris já esgotado de tudo resolve sair de casa e busca a rota de seu trabalho, no entanto, é uma fuga que ele deseja e a concretiza, mas ele não vai só, o aicad o acompanha, e largando tudo para trás, até mesmo sua esposa, Ed vai em direção a “Proxima”, porém sua nave não é equipada para tal viagem, mesmo assim Ed não se importa, o que ele mais deseja é fugir daquele mundo aterrorizante que o oprime e deprime.
O final é bem dramático, bem diferente do final que imaginei. A nave de Morris se despedaça com a pressão da atmosfera, os dois ficam despedaçados, mas unidos naquele espaço tão longe do sistema solar e daquela sociedade escrava.
O roteirista Tony Grisoni, que fez uma introdução ao conto diz que PKD manifestou sua opinião sobre o final: “Eu acho o final realmente deplorável. Então, ao ler o conto, tente imaginá-lo como algo que devia ser escrito. O aicad diz: ‘Senhor, estou aqui para ajuda-lo. Que se dane meu argumento de venda. Vamos ficar junto para sempre’.”